Jesus é o nosso exemplo para a missão

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Jesus é o nosso exemplo para a missão

Neste estudo vamos examinar a vida de Jesus e o que ele nos mostra sobre a natureza da missão de Deus.

Leia Lucas 4:14–21. – Pense sobre o tipo de ajuda que Jesus afirma que veio trazer e como seria oferecer essa ajuda.

Para discussão

  • O que esta passagem nos diz sobre quem é Jesus e a natureza de sua missão?
  • O que você acha que significa para Jesus trazer as boas novas aos pobres?
  • Onde mais nos Evangelhos você viu exemplos de Jesus realizando tais mudanças na vida das pessoas?
  • Como esses exemplos mostram Jesus amando as pessoas, atendendo às suas necessidades e buscando restaurar seu relacionamento com Deus?

Leia Levítico 25:8–13. – Em Lucas, Jesus lê Isaías 61. Isaías, por sua vez, estava se referindo a Levítico. Esta passagem em Levítico é parte de um longo capítulo no qual Deus dá leis a Israel sobre como estabelecer sua sociedade a fim de limitar a injustiça.

Para discussão

  • O que é o ano da bondade do Senhor?
  • Quando Jesus se refere a esta passagem, o que ele está dizendo sobre seu papel na história de Deus – sobre a sua missão?
  • Pensando sobre o Ano do Jubileu, o que você acha que são as boas novas e o que significaria trazer as boas novas?

Para reflexão

  • Como Jesus sabia o que fazer como parte de sua missão?
  • Poderá ser-lhe útil ler Lucas 4:1-13 e pensar sobre o que Jesus estava fazendo antes de ir à sinagoga para ler esta passagem.
O que esta passagem nos diz sobre quem é Jesus e qual é a natureza de sua missão?

Nesta passagem, Jesus diz àqueles que o ouviam que fazia parte da sua missão restaurar nosso relacionamento com Deus libertando-nos do pecado e libertando-nos da dor e da opressão aqui e agora. A menção de Jesus ao Ano do Jubileu nos mostra que isso inclui acabar com a pobreza extrema.

Se for possível, seria útil você mostrar este vídeo: This is integral mission: Part 2 (Isto é missão integral – Parte 2, em inglês). Nele, David Westlake (antigo Diretor Internacional da Tearfund) discute esta passagem e explica o que Jesus está dizendo ao povo na sinagoga.

De que forma você acha que Jesus trouxe as boas novas aos pobres?

Encoraje o grupo a discutir o que são as boas novas e como se “traz as boas novas”. Tente fazer os participantes falarem sobre como Jesus inclui todas as coisas que ele enumera nos versos 18 e 19 como parte das boas novas.

Onde mais nos evangelhos você notou exemplos de Jesus realizando essas mudanças na vida das pessoas?

Encoraje o grupo a trazer exemplos do ministério de Jesus e falar sobre como esses exemplos mostram Jesus amando as pessoas, atendendo às suas necessidades e buscando restaurar seu relacionamento com Deus. Fale sobre como Jesus se adapta a cada situação. As possibilidades poderão incluir:

  • Curas: a mulher com hemorragia; a filha de Jairo; o homem paralítico baixado pelo telhado.
  • Milagres: a alimentação dos cinco mil; a transformação da água em vinho.
  • Conversas: a mulher no poço; Maria e Marta; Zaqueu; Nicodemos; o jovem rico.
O que é o Ano do Jubileu?

O Ano do Jubileu era o ano em que a sociedade de Israel era “restabelecida”, quando as dívidas eram canceladas, os escravos libertos e as pessoas podiam retornar às suas famílias e às terras que lhes haviam sido dadas no estabelecimento de Israel na terra prometida. Israel podia assim ser outra vez a sociedade que o Senhor pretendia que fosse. O Ano do Jubileu era uma época de celebração e adoração.

Quando Jesus se refere a esta passagem, o que ele está dizendo sobre a parte dele na história de Deus – sobre sua missão?

Lembre ao grupo sobre a história da Bíblia, que vai desde a criação até a vinda da nova criação, e encoraje os participantes a pensar sobre a parte de Jesus em tornar possível uma nova criação. Jesus está dizendo que ele é a “solução” para a incapacidade de Israel de cumprir a sua parte na aliança estabelecida no Êxodo e ser uma “sociedade do Jubileu”. As boas novas que ele traz restauram uma forma de relacionamento com Deus, significando que nós podemos participar na construção de uma sociedade justa. Estas são boas novas para nós agora, bem como para quando morrermos.

Como Jesus sabia o que fazer como parte de sua missão?

Pergunte ao grupo porque é importante que esta cena venha imediatamente após a descrição dos dias que Jesus passou no deserto (Lucas 4:1-13). Encoraje o grupo a pensar sobre como Jesus sempre procurou passar tempo com Deus. Ele tinha também que agir e tomar decisões no mundo, mas sua capacidade de fazê-lo estava enraizada em seu relacionamento com Deus.

Para oração

Agradeça a Deus por ter enviado Jesus para cumprir sua missão de restaurar a criação, permitindo-nos ter um relacionamento com ele. Peça-lhe que lhe mostre algo do que significa ser enviado – como Jesus foi enviado (João 20:21).

Notas para o líder de grupo

Ao final deste estudo, o grupo deve ter compreendido que a missão de Jesus era trazer as boas novas, e as boas novas são que Jesus tornou possível a nós e a toda a criação sermos restaurados a uma relação plena com Deus. Os participantes deverão entender que o ministério de Jesus nos ensina que compartilhar as boas novas significa demonstrar o amor de Deus para com todos, aqui e agora, da forma mais apropriada para atender às suas necessidades. O relacionamento com Deus oferecido nesse ministério torna-se possível eternamente através da morte e ressurreição de Jesus.

>> Estudo publicado originalmente no site da Tearfund. Usado com permissão.

Leia mais
>> Século I – A Reconstrução

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A história religiosa da criação

Fonte: https://ultimato.com.br

Posted by ultimato

A criação do mundo é uma questão científica e uma questão religiosa. É uma questão científica porque envolve a ciência. É uma questão religiosa porque envolve a pessoa de Deus. Enquanto a ciência só se preocupa com a criação, a religião se preocupa com o Criador e com a relação da criação com o Criador.

A história religiosa da criação aparece nos dois primeiros capítulos da Bíblia (Gênesis 1 e 2) e é uma história de suma importância. Não pode ser de forma alguma renegada. Ela contém uma riqueza enorme, que precisa ser aproveitada intensamente. Ela desempenha o papel de uma bússola, apontando sempre para Deus.

1. A história religiosa da criação nos leva ao princípio.
Está escrito: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Somos conduzidos ao passado mais remoto, mais distante do dia de hoje, ao marco zero da história.

2. A história religiosa da criação nos leva a Deus.
Está escrito: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Somos conduzidos à sua eternidade, à sua unicidade, à sua sabedoria, à sua glória, ao seu poder, ao seu amor. Deus é o sujeito de todos os verbos que aparecem no texto, a começar com o verbo “bara” (criar do nada). O nome de Deus aparece quarenta vezes.

3. A história religiosa da criação nos leva ao tempo.
Está escrito: “Houve tarde e manhã, o primeiro dia” (Gn 1.5). Somos conduzidos à sucessão das horas, dos dias, dos anos. À noção do passado (ontem), do presente (hoje) e do futuro (amanhã). Até então só havia a eternidade (ausência de princípio e fim).

4. A história da criação nos leva à perfeição. 
Está escrito: “Viu Deus tudo quanto fizera e eis que era muito bom” (Gn 1.31). Somos conduzidos ao tamanho, à quantidade e à qualidade, à variedade, à ordem, à beleza, à majestade das coisas criadas e à multiplicação das espécies (flora e fauna).

5. A história religiosa da criação nos leva ao êxtase.
Está escrito: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das tuas mãos” (Sl 19.1) e “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste” (Sl 139.14). Somos conduzidos à admiração, ao encantamento, ao arroubo, ao assombro, ao arrebatamento íntimo.

6. A história religiosa da criação nos leva à adoração.
Está escrito: “Vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6) e “Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza” (Sl 150.2). Somos conduzidos à genuflexão, ao culto, à exaltação do caráter de Deus e da imensidão da criação.

7. A história religiosa da criação nos leva aos nossos antepassados.
Está escrito: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Somos conduzidos ao primeiro reprodutor e à primeira matriz da espécie humana, aos primeiros pais, ao último cimo de qualquer árvore genealógica, ao casal Adão e Eva.

8. A história religiosa da criação nos leva à monogamia.
Está escrito: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade” (Gn 2.18, BLH). Somos conduzidos a uma relação a dois. Embora o desafio fosse de encher a terra (Gn 1.27), Deus fez um reprodutor e uma matriz.

9. A história religiosa da criação nos leva à heterossexualidade.
Está escrito: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Somos conduzidos à relação carnal entre homem e mulher, e não entre homem e homem nem entre mulher e mulher. Daí a declaração de Paulo de que a relação homossexual é contrária à natureza (Rm 1.26-27).

10. A história religiosa da criação nos leva à responsabilidade.
Está escrito: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gn 1.28). Somos conduzidos à obrigação de refletir o caráter de Deus, uma vez que somos sua imagem e semelhança, e à posição de mordomos.

Texto originalmente publicado na edição 260 de Ultimato.

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Mudanças climáticas será assunto da próxima live de Diálogos de Esperança

Fonte: https://www.ultimato.com.br

Por Ana Luz

Por muito tempo, mudanças climáticas foi um assunto silenciado quando não considerado uma pauta ideológica ou um subterfúgio de manipulação empregado por alarmistas do sistema político global para impor uma agenda econômica comum. Atualmente, com o avanço dos estudos científicos que evidenciam o aquecimento global como uma realidade que está afetando nossas cidades, o Brasil e o mundo em diversas áreas – como na produção agrícola, desertificação e deslocamentos em massa – igrejas e organizações cristãs não podem se omitir diante dos efeitos dessas mudanças. Para somar esforços em direção a uma resposta cristã, a live de Diálogos de Esperança da próxima terça-feira, 17 de agosto, abordará o tema “Mudanças climáticas: a natureza geme?“.

O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado no início de agosto de 2021, reforça que no Brasil, boa parte do Nordeste e do norte de Minas Gerais, região conhecida como semiárido, já tem enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas que as habituais e que essas condições, aliadas ao avanço do desmatamento na região, tendem a agravar a desertificação, que já corresponde a uma área equivalente à da Inglaterra. Estudo publicado na revista científica World Development, no começo de julho deste ano, estimou que entre 1985 e 2012 a perda de vegetação nativa da Amazônia e do Cerrado tenha reduzido a receita do setor agrícola em pelo menos US$ 1,3 bilhão por ano, em média, devido às mudanças de temperatura no entorno das plantações.

Em escala global, inundações e o aumento na incidência de ciclones provocando deslocamentos populacionais estão entre os efeitos mais alarmantes. No artigo O gemido da criação e a missão da igreja, o teólogo e estudioso do meio ambiente Timóteo Carriker reúne uma série de dados objetivos sobre o aumento da temperatura do planeta e afirma que, em consequência do aquecimento global, as inundações previstas em Bangladesh, por exemplo, ameaçam aumentar dez vezes o número de deslocados que, hoje, de acordo com as Nações Unidas já contabiliza mais de 82 milhões em todo o mundo. As projeções da ONU indicam que 200 milhões de pessoas terão de deixar o lugar em que vivem por problemas ambientais até 2050.

Diante da realidade atual e das previsões que já são consenso no meio científico, como traduzir esse cenário à luz das Escrituras? E como a igreja pode agir para cumprir a missão de cuidar da criação e não negligenciar este dever?

Estas e outras questões serão abordadas por Timóteo Carriker, teólogo e capelão do movimento A Rocha Brasil, e Raquel Arouca, bióloga, mestre em ecologia e recursos naturais, educadora ambiental e mobilizadora do movimento cristão e ambiental Renovar Nosso Mundo na live “Mudanças climáticas: a natureza geme?“.

Diálogos de Esperança é uma série de lives que acontecem quinzenalmente por iniciativa coletiva da Visão Mundial, Tearfund, Aliança Cristã Evangélica Brasileira e Editora Ultimato e é apresentada por Valdir Steuernagel.

Serviço
Diálogos de Esperança
TemaMudanças climáticas: a natureza geme?
Data: 17 de agosto de 2021
Hora: 18h (Horário de Brasília)
LocalCanal da Editora Ultimato no YouTube e Facebook Editora Ultimato, simultaneamente
Realizadores: Aliança Cristã Evangélica BrasileiraEditora UltimatoTearfund e Visão Mundial

Participantes

  • Raquel Arouca é bióloga, mestre em ecologia e recursos naturais, doutora em entomologia, especialista em educação ambiental. Fez parte da ABU São Carlos, foi fundadora da ONG cristã e ambiental A Rocha Brasil e atuou como coordenadora de seus projetos. Hoje atua como mobilizadora no Brasil do movimento cristão e ambiental Renovar Nosso Mundo.
  • Charles Timothy (Timóteo) Carriker é estadunidense de origem, naturalizado brasileiro há quase 20 anos. Bacharel em ciências da religião, mestre em divindade (teologia), doutor em missiologia e Ph.D. em Estudos interculturais. Foi professor em diversos treinamentos missionários e seminários teológicos e palestrante em conferências e fóruns missionários em diversos países, com ênfase, nos últimos anos, na missão da igreja diante das mudanças climáticas e a responsabilidade cristã com o cuidado da criação. É missionário da Igreja Presbiteriana Independente, capelão d’A Rocha Brasil e surfista nas horas vagas. Autor de vários livros, entre eles: A Visão Missionária na Bíblia e Trabalho, Descanso e Dinheiro, publicados pela Editora Ultimato. É casado com Marta, tem três filhos e três netos.

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O Facebook implementa um novo botão para “pedir oração”

A plataforma social lança – ainda em modo de teste – uma ferramenta para compartilhar motivos de oração e “orar” de forma interativa.

Fonte: https://www.protestantedigital.com

ELABORAÇÃO DE PD

Associated Press · 11 DE AGOSTO DE 2021 · 4:53 PM

O gigante da internet e mídia social Facebook está estudando a implementação global de uma nova ferramenta interativa para solicitar oração e orar pelos outros.

Ainda em fase de testes, o serviço busca aumentar a interatividade de pessoas com afiliação religiosa. No momento ele só foi testado nos Estados Unidos, onde desde dezembro alguns usuários têm acesso a esta ferramenta e a previsão é que este mês esteja disponível para todos os usuários do país.

Alguns especialistas acreditam que, com essa medida, o Facebook tenta capturar mais interação dos usuários com perfil religioso, além de oferecer a eles uma forma direta de compartilhar seus pedidos de oração. O “botão de oração” é uma reminiscência da funcionalidade já ativa em outras plataformas digitais religiosas, como o conhecido aplicativo bíblico Youversion onde existe a possibilidade de publicar pedidos de oração visíveis para “amigos”.

A ferramenta é aplicada principalmente em grupos e páginas onde os usuários podem criar uma postagem e reagir marcando “Eu rezei”, semelhante a “curtir” ou outras reações.

“Durante a pandemia COVID-19, vimos muitas comunidades de fé e espiritualidade usarem nossos serviços para se conectar, então estamos começando a explorar novas ferramentas para apoiá-los”, disse um porta-voz da empresa à AP.

Reações mistas

O pastor Robert Jeffress da Primeira Igreja Batista em Dallas, uma mega-igreja Batista do Sul, expressou seu entusiasmo pela função de oração.

“O Facebook e outras plataformas de mídia social continuam a ser ferramentas tremendas para espalhar o Evangelho de Cristo e conectar os crentes uns aos outros, especialmente durante esta pandemia”, disse ele. “Embora qualquer ferramenta possa ser mal utilizada, apóio qualquer esforço como este que incentive as pessoas a se voltarem para o Deus único e verdadeiro em nossos momentos de necessidade.”

Adeel Zeb, um imã muçulmano do The Claremont Colleges, na Califórnia, também estava otimista. “Contanto que essas empresas tomem as precauções e protocolos adequados para garantir a segurança das comunidades religiosamente marginalizadas, as pessoas de fé devem se unir para apoiar esta iniciativa vital”, disse ele.

Outros, no entanto, têm dúvidas sobre a utilidade do recurso ou questões de privacidade. Bob Stec, pastor da Paróquia de St. Ambrose em Brunswick, Ohio, disse à AP que nem sempre é “sábio postar tudo sobre todos para que o mundo inteiro veja”.

O bispo Paul Egensteiner, da Igreja Evangélica Luterana no Sínodo Metropolitano de Nova York dos Estados Unidos, disse que ficou “consternado” com alguns aspectos do Facebook, mas aprecia o recurso, que tem semelhanças com um pedido de oração digital já usado pelas igrejas sinodais.

“Espero que este seja um esforço genuíno do Facebook para ajudar as organizações religiosas a avançar em sua missão”, disse Egensteiner. “Eu também oro para que o Facebook continue a melhorar suas práticas para impedir a desinformação nas redes sociais, que também está afetando nossas comunidades religiosas.”

O reverendo Thomas McKenzie, que dirige a Igreja do Redentor, uma congregação anglicana em Nashville, Tennessee, também expressou preocupação de que essas ferramentas criem um falso senso de “comunhão”. “Você não pode participar totalmente do corpo de Cristo online. Não é possível ”, disse McKenzie. “Mas essas ferramentas podem dar às pessoas a impressão de que é possível.”

Postado em: PROTESTANTE DIGITAL – Sociedade – Facebook implementa novo botão para “pedir oração”

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Cuidado com a “ostentação espiritual”

Fonte: https://www.ultimato.com.br

SÉRIE REVISTA ULTIMATO
Artigo: “Por que desejamos a aprovação dos outros?”, de Paul Freston, Ultimato 390

Texto básico 
Mateus 6. 1-6, 16-18

Textos de apoio
– 1 Samuel 16. 6-7
– Provérbios 11. 2
– Salmos 139. 23-24
– Lucas 18. 9-14
– 2 Coríntios 10. 17-18
– Filipenses 2. 3-5

Introdução

Uma tentação sempre presente na experiência cristã é aquela que diz respeito ao que pode ser definido como “orgulho espiritual”. Ora, orgulho é sempre orgulho! Mas o uso do adjetivo “espiritual” nos ajuda a lembrar que o orgulho também pode estar presente em meio à realização daquelas ações ditas “religiosas” ou “espirituais”. E, pior, nesse ambiente “sagrado” esse pecado pode aparecer mascarado, sendo confundido com “santidade”, “poder espiritual” ou “autoridade”… Como alguns costumam dizer, ironicamente, mas com uma boa dose de verdade, o “pecado de auréola” é o mais perigoso!

Jesus alertou seus seguidores sobre este perigo, que costuma andar de mãos dadas com o desejo de ser reconhecido, aprovado ou elogiado pelos outros. É um ciclo vicioso (orgulho – reconhecimento – orgulho), que precisa ser quebrado pela humildade (o reconhecimento de nossas limitações, nossa finitude e nossa dependência de Deus).

O caminho da humildade, amparado pela graça de Deus, nos liberta da dependência em relação às opiniões humanas. Como nos ensina o clássico A imitação de Cristo, do século 15: “O humilde, ao sofrer afrontas, conserva sua paz, porque confia em Deus e não no mundo” (Livro II, 2). Ou, ainda: “A glória dos bons está na própria consciência e não na boca dos homens. (…) Não é mais santo porque te louvam, nem mais ruim porque te censuram. (…) Proceder sempre bem e ter-se em pequena conta é indício de alma humilde” (Livro II, 6).

Cristo, nosso Mestre, é também nosso modelo, pois como nos relata o apóstolo João, ele não buscava “a glória que vem dos homens”, mas sim o “testemunho” (reconhecimento e aprovação) do Pai (João 5. 37, 41). Podemos nos tornar imitadores de Jesus?

Para entender o que a Bíblia fala

1) No v.1, que critério fundamental Jesus estabelece para a realização de nossas “obras de justiça”? Qual será a consequência da não observância de tal critério?

2) É possível seguir este critério de Jesus mesmo quando nossas boas ações (“obras de justiça”) precisam ser realizadas em público? Qual é, então, o verdadeiro problema denunciado por Jesus?

3) Começando no v. 2 Jesus passa a descrever três situações nas quais o seu critério inicial deverá ser posto em prática: na ajuda ao próximo (“esmolas”, v. 2), na prática da oração (v. 5) e no exercício do jejum (v. 16). Em cada um dos casos, Jesus contrasta o comportamento do cristão (discípulo) com o dos “hipócritas” (do grego hypokrités, que significa primariamente um ator. Segundo John Stott, “figuradamente, a palavra passou a ser aplicada a qualquer pessoa que trata o mundo como se fosse um palco onde ela executa um papel”). Qual era a principal intenção destes hipócritas? Com que objetivo, na sua opinião?

4) Por que Jesus disse que aqueles hipócritas já haviam recebido “sua plena recompensa” (vv. 2, 5, 16, na NVI)? E, ao contrário, onde se manifesta a “recompensa do Pai celestial”? Qual seria esta “recompensa” da parte de Deus, em cada um dos casos?

5) À luz do ensino de Jesus, por que nossas motivações são tão importantes quanto os nossos atos religiosos em si?

Para pensar

“A pessoa que vive nessa busca de reconhecimento e de manutenção de uma fachada não pode crer, porque está presa ao jogo da sociedade que se tornou seu deus. Nas escolas rabínicas, o estudo das Escrituras havia se tornado um meio de ascensão pela via da capacidade intelectual. (…) Quem mais estudou a teologia deveria estar entre as pessoas mais santas, que mais oram, que mais vivem para a glória de Deus, que estão mais prontas a sacrificar tudo pelo reino de Deus. Caso contrário, está caindo na cilada dos escribas.

Porém, a tentação da glória dos homens é sutil e recorrente. Quando o mundo não consegue amoldar alguém e fazê-lo participar do jogo dele, começa a elogiá-lo e a colocá-lo num pedestal como uma pessoa religiosa e admirável, procurando neutralizá-lo e fazê-lo temer a perda da popularidade. E há a glória que vem dos irmãos na fé, duplamente importante no caso de uma atividade pouco valorizada pela sociedade!”

(Paul Freston, em Por que desejamos a aprovação dos outros?)

“Embora um dos refrões desta passagem seja ‘diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles’, não é com os homens que o hipócrita fica obcecado, mas consigo mesmo. ‘Em última análise’, escreve o Dr. Lloyd-Jones, ‘nosso único motivo para agradar aos homens que nos rodeiam é agradar a nós mesmos’. O remédio, portanto, é obvio. Precisamos ter tal consciência de Deus que deixemos de ser autoconscientes. E é nisto que Jesus se concentra.”

(John Stott, em A Mensagem do Sermão do Monte, ABU Editora, 1989, p. 143)

“O profundo mistério do meu ser frequentemente me é oculto pelo conceito que faço de mim mesmo. A ideia que faço de mim mesmo é falsificada pela admiração que tenho por meus atos. E as ilusões que acalento a meu respeito são produzidas pelo contágio das ilusões de outros homens. Cada qual procura imitar a imaginária grandeza do outro.”

(Thomas Merton, em Homem Algum é Uma Ilha, Verus, 2003, p. 115) 

“E agora, José?”

1. “Entrar no secreto significa entrar no silêncio e na quietude. O secreto não é um local, mas um estado de consciência. No secreto não estamos sozinhos, pois nossa alma encontra o Deus vivo e verdadeiro” (Osmar Ludovico, Meditatio, Mundo Cristão, 2007, p. 46). Você tem conseguido desenvolver esta “consciência” da presença de Deus, o Senhor “vivo e verdadeiro”, ao realizar as “obras de justiça” no seu dia a dia? Como esse “estado de consciência” pode libertá-lo do desejo de reconhecimento e aprovação dos outros? Ore pedindo a ajuda de Deus para que isto seja uma experiência real em sua vida, e para que as armadilhas da “ostentação espiritual” sejam desmascaradas e vencidas.

Eu e Deus

“Põe-me à prova, Senhor, e examina-me; 
investiga meu coração e minha mente.
Pois estou sempre consciente do teu amor 
e tenho vivido de acordo com a tua verdade.
Não passo tempo com mentirosos, 
nem ando com hipócritas.
Detesto as reuniões dos que praticam o mal 
e não me associo aos perversos.
Lavo as mãos para declarar minha inocência. 
Venho ao teu altar, ó Senhor,
para entoar um cântico de gratidão 
e anunciar todas as tuas maravilhas.
Amo o teu santuário, Senhor, 
o lugar onde habita tua presença gloriosa.”

(Salmos 26. 2-8, Nova Versão Transformadora)

Autor: Reinaldo Percinoto Junior

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“Violência doméstica: um desafio para a igreja” é tema do próximo encontro de “Diálogos de Esperança”

Fonte: https://www.ultimato.com.br

Por Ana Luz

O tema violência contra a mulher, recorrente na imprensa, ganha maior repercussão quando envolve figuras públicas ou personalidades famosas, sejam do mundo secular ou do religioso. Em setembro de 2020, a revista Christianity Today revelou o caso do famoso apologista Ravi Zacharias, acusado de praticar violências, abusos e estupros contra mulheres enquanto liderava seu ministério. Recentemente, o caso do DJ Ivis, filmado agredindo a ex-mulher, trouxe de volta a problemática que, segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos só no ano de 2020 registrou 105.821 denúncias de violências contra a mulher. De acordo com o Ministério, este número representa cerca de 30% de todas as denúncias realizadas nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100.

E mais. “Recente pesquisa do Instituto Datafolha revela que uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos sofreu algum tipo de violência durante a pandemia. Segundo uma pesquisa da Universidade Mackenzie, 40% das mulheres que sofrem violência doméstica são evangélicas” (Trecho de texto assinado pelo bispo José Ildo Swartele de Mello e pastor Nilson Campos Portugal Santos, não publicado).

Diante deste quadro, o Estado e organizações especializadas oferecem canais de denúncia e realizam campanhas como a “Campanha digital contra a violência psicológica” lançada pelo Instituto Maria da Penha, e a campanha “Sinal vermelho contra a violência doméstica“, lançada em 2020 pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que deu origem ao texto da lei que o governo federal sancionou nesta quarta-feira (28/7), que inclui no Código Penal o crime de violência psicológica contra a mulher.

Com o tema “Violência doméstica: um desafio para a igreja“, a próxima live de Diálogos de Esperançaconvidou José Ildo Swartele de Mello, bispo da Igreja Metodista Livre no Brasil e Angola, e Regina Célia, sócia-fundadora, vice-presidente e diretora pedagógica do Instituto Maria da Penha, que, junto com Valdir Steuernagel, conversarão sobre o assunto.

Vamos refletir juntos sobre estas questões: Como igreja, estamos acompanhando os acontecimentos e avançando na proteção das mulheres em nossas comunidades? Porque muitos preferem se tornar cúmplices da cultura do silêncio e da omissão? Como podemos acolher as vítimas enquanto comunidade de fé? Até que ponto a falta de preparo teológico para lidar com situações de violência doméstica também pode contribuir e alimentar a reprodução e manutenção desse evento?

Diálogos de Esperança é uma série de lives que acontecem quinzenalmente por iniciativa coletiva da Visão MundialTearfundAliança Cristã Evangélica Brasileira e Editora Ultimato.

Serviço:
Diálogos de Esperança
Tema: “Violência doméstica: um desafio para a igreja
Data: 3 de agosto de 2021
Hora: 18h (Horário de Brasília)
Local: Canal da Editora Ultimato no YouTube e Facebook Editora Ultimato, simultaneamente
Realizadores: Aliança Cristã Evangélica Brasileira, Editora Ultimato, Tearfund e Visão Mundial

Participantes:
Regina Célia, sócia-fundadora, vice-presidente e diretora pedagógica do Instituto Maria da Penha (IMP). Filósofa, mestra em ciência política pela Universidade Federal de Pernambuco e doutoranda em direito, justiça e cidadania para o século 21 na Universidade de Coimbra em Portugal. É professora universitária há 24 anos. Membro da Academia Brasileira de Ciências Criminais (ABCCrim). Autora do Programa de Formação de Voluntários no enfrentamento à Violência – Defensoras e Defensores dos Direitos à Cidadania; com o apoio do Consulado Americano no Recife.

José Ildo Swartele de Mello, bispo da Igreja Metodista Livre no Brasil e Angola, líder da Conexão Wesleyana de Santidade, professor do Seminário Bíblico Wesleyano, bacharel em Teologia, Faculdade de Teologia Metodista Livre, doutor em Ministério pela Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA) e autor do livro Principados e Poderes – reflexões pastorais sobre batalha espiritual, pelas Editoras “No Cenáculo” e “Filhos da Graça”.

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Academia da Bíblia da SBB oferece cursos bíblicos gratuitos

Fonte: https://www.ultimato.com.br

Por Phelipe Reis

Academia da Bíblia da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) promove o Ciclo de Estudos para qualificação de intérpretes da Bíblia. São dez cursos que têm por finalidade apresentar aspectos de como a Bíblia veio até nós, para quem veio, sua formação e muito mais. Com quatro aulas em média cada um, eles favorecem aproveitar ao máximo todo o conteúdo preparado pela SBB.

Os cursos são gratuitos, com aulas gravadas, que podem ser acessadas em qualquer horário e quantas vezes o aluno quiser. Ministradas pelo dr. Vilson Scholz, as aulas têm como temas: A Bíblia veio de Deus; A Bíblia veio para humanos; A formação do cânone; Como Deus fala línguas humanas; Como Deus continua falando nossa língua; Da transmissão oral ao texto escrito; Do texto hebraico ao Novo Testamento Grego; e Vencendo a distância para o texto bíblico.

A Academia da Bíblia SBB é um curso livre, focado em um aprendizado pontual para desenvolvimento em alguma área específica relacionada à Bíblia Sagrada e não exige nenhum tipo de formação prévia. Após a conclusão do curso, será disponibilizado um certificado na própria plataforma e o aluno poderá fazer o download do arquivo no formato PDF para impressão.

Todo o conteúdo fica disponível para ser acessado pelo período de um ano. Para saber mais e fazer sua inscrição, clique aqui.

Sobre o professor dos cursos:

  • Vilson Scholz, é doutor em teologia bíblica. Atua como professor de teologia, principalmente nas áreas de hermenêutica e exegese do Novo Testamento. É consultor de Tradução da SBB tendo atuado como coordenador da revisão da Almeida Revista e Atualizada, que resultou na Nova Almeida Atualizada (NAA). Traduziu várias obras acadêmicas publicadas pela SBB e é o tradutor do Novo Testamento Interlinear Grego-Português (SBB). É autor de 40 anos de Bíblia na Linguagem de Hoje: As Grandezas de Deus em Nossa Própria Língua (SBB, 2013) e Princípios de Interpretação Bíblica: Introdução à Hermenêutica com Ênfase em Gêneros Literários (Editora da Ulbra, 2ª ed., 2018).

Sobre a SBB
Desde 1948, a Sociedade Bíblica do Brasil dedica-se a semear a Palavra que Transforma Vidas. É uma organização beneficente, sem fins lucrativos, assistencial, educativa e cultural. Sua finalidade é divulgar a Bíblia e a sua mensagem, tornando-a relevante para todas as pessoas.

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Igrejas protestantes ajudam vítimas das enchentes na Europa Ocidental

Mais de 120 pessoas morreram nas enchentes que atingiram especialmente a Alemanha e a Bélgica. Os líderes protestantes chamam para orar e expressam gratidão por aqueles que estão ajudando.

Fonte: https://evangelicalfocus.com

FOCO EVANGÉLICO

Idéia, Agências · 16 DE JULHO DE 2021 · 18:50 CET

Muitas cidades e vilas foram destruídas pelo dilúvio. 
/ Sreenshot no vídeo do You Tube

Pelo menos 120 pessoas morreram e centenas estão desaparecidas após as enormes inundações que atingiram a Europa Ocidental, que causou a destruição de casas e a transformação de estradas em rios selvagens.

Na Alemanha, o número de mortos agora é de mais de 100, com mais de mil ainda desaparecidos, enquanto a mídia belga está relatando mais de 20 mortes lá. A Holanda, Luxemburgo e Suíça também são afetados .

estado alemão mais atingido é a Renânia-Palatinado , onde as autoridades disseram que pelo menos 60 pessoas morreram, incluindo 12 residentes de uma unidade de convivência para pessoas com deficiência, seguida pela Renânia do Norte-Vestfália , cujos funcionários estaduais avaliaram o número de mortos em 43, mas avisou que o número vai aumentar.

Cerca de 15.000 policiais, soldados e trabalhadores dos serviços de emergência foram destacados para a Alemanha para ajudar na busca e resgate.

“A minha empatia e o meu coração a todos aqueles que nesta catástrofe perderam os seus entes queridos, ou que ainda se preocupam com o destino das pessoas que continuam desaparecidas”, destacou a chanceler alemã, Angela Merkel , que visita Washington .

Falando na Casa Branca na quinta-feira, ela disse “ temer que veremos apenas a extensão do desastre nos próximos dias ” e ressaltou que seu governo não deixará os afetados “sozinhos com seu sofrimento”, acrescentando que estava fazendo o possível “para ajudá-los em suas aflições”.

De acordo com Malu Dreyer, governador da Renânia-Palatinado , “passamos por secas, chuvas fortes e inundações por vários anos consecutivos, inclusive em nosso estado; a chance climática não é mais abstrata. Estamos vivenciando de perto e dolorosamente ”.

Reações de líderes protestantes

Heinrich Bedford-Strohm , o Presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha ( EKD ) escreveu no Facebook na quinta-feira que “Meus pensamentos estão muito com todas as pessoas que foram afetadas nos dias de hoje pelas chuvas terríveis e as inundações resultantes”.

A água que muitos ansiavam na seca agora se tornou um desastre. Os extremos climáticos causaram grandes danos materiais. Oro para que Deus esteja ao lado deles, dê-lhes força onde estão exaustos e coragem onde ameaçam se desesperar. E que todos nós tenhamos olhos e ouvidos abertos para que possamos ver onde e como podemos ajudar ”, acrescentou.

Danos de inundação em Hagen, Alemanha. 
/ Wikipedia

O presidente da Igreja Protestante na Renânia, Thorsten Latzel , também disse na quinta-feira que estava “ profundamente entristecido pelo sofrimento causado pela tempestade da noite passada. Pessoas morreram, casas desabaram, porões inundaram, bombeiros morreram tentando ajudar ”.

“Junto com muitos outros, oro pelos afetados e pelos ajudantes . Ao mesmo tempo, sou grato pela ajuda que agora está sendo prestada de uma forma muito prática em nossas comunidades e igrejas: desde a ajuda da vizinhança com o bombeamento, aos pãezinhos e café quente, ao apoio pastoral, por exemplo, através da emergência capelania ”, sublinhou Latzel.

Solidariedade de igrejas

Na Renânia do Norte-Vestfália e na Renânia-Palatinado, os crentes estão apoiando ativamente a luta contra as consequências do desastre das enchentes.

Sammy Wintersohl, Chefe do Escritório de Imprensa e Comunicação da Associação da Igreja Protestante de Colônia, disse à agência de notícias protestante IDEA que em Erftstadt, perto de Colônia, obreiros protestantes voluntários em tempo integral estão ajudando os trabalhadores de resgate e cuidando das vítimas das enchentes .

“As congregações estão ajudando onde podem. A situação no terreno não é clara ”, disse. Algumas casas foram destruídas e estão em perigo de desabamento, pelo que “chegam as chamadas de emergência das casas, mas em muitos casos o salvamento não é possível”.

Enquanto isso, as comunidades da igreja em Erftstadt abriram suas instalações para fornecer sopa e café aos trabalhadores de ajuda humanitária exaustos, e em Bergheim, perto de Colônia, a igreja protestante acomodou um grupo de jovens de 50 membros, cujo acampamento foi inundado, em seu instalações.

Além da Igreja Protestante na Renânia e da Igreja Protestante da Vestfália, vários distritos religiosos apelaram por orações e doaçõespara as vítimas das enchentes e estão distribuindo alimentos entre os necessitados .

Publicado em: Evangelical Focus – europa – Igrejas protestantes ajudam vítimas de enchentes na Europa Ocidental

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Mantendo a Fé numa Época de Incredulidade: A Igreja como a Minoria Moral

Fonte: http://bereianos.blogspot.com

Postado por Ruy Marinho – no dia 24.8.16

“A questão mais importante de nosso tempo”, propôs o historiador Will Durant, “não é o comunismo versus o individualismo, nem a Europa versus a América do Norte, nem o Oriente versus o Ocidente. É se os homens podem viver sem Deus”. Essa pergunta, conforme parece, será respondida em nosso próprio tempo.

Durante séculos a igreja cristã foi o centro da civilização ocidental. A cultura, o governo, as leis e a sociedade do Ocidente estavam alicerçados em princípios explicitamente cristãos. Preocupação com o indivíduo, compromisso com os direitos humanos e respeito pelo que é bom, belo e verdadeiro – tudo isso se desenvolveu de convicções cristãs e da influência do cristianismo.

Todas essas coisas, apressamo-nos a dizer, estão sob ataque. A própria noção do certo e do errado tem sido descartada por grandes setores da sociedade. Onde ela não é descartada, é frequentemente depreciada. Agindo à semelhança dos personagens de Alice no País das Maravilhas, os secularistas modernos declaram o errado como certo e o certo como errado.

O teólogo quacre D. Elton Trueblood descreveu a nossa sociedade como uma “civilização sem raízes”. Nossa cultura, ele argumentou, está cortada de suas raízes cristãs, como uma flor cortada de seu caule. Embora a flor mantenha a sua beleza por algum tempo, está destinada a murchar e morrer.

Quando esse teólogo falou tais palavras há mais de duas décadas, a flor podia ser vista com algumas cores e sinais de vida. Mas o botão perdeu há muito a sua vitalidade, e agora é o tempo em que as pétalas caídas devem ser reconhecidas.

“Quando Deus está morto”, asseverou Dostoievsky, “qualquer coisa é permissível”. Não podemos exagerar quanto à permissividade da sociedade moderna, mas tal permissividade tem sua origem no fato de que o homem e a mulher modernos agem como se Deus não existisse ou fosse incapaz de cumprir sua vontade.

A igreja cristã encontra-se agora diante de uma nova realidade. Ela já não representa a essência da cultura ocidental. Embora permaneçam focos de influência cristã, eles são exceções e não a regra. Na maior parte da cultura, a igreja foi substituída pelo domínio do secularismo.

Os jornais cotidianos apresentam um transbordamento constante de notícias que confirmam o estado atual de nossa sociedade. Esta época não é a primeira a contemplar horror e mal indescritíveis, mas é a primeira que nega qualquer base consistente que identifica o mal como mal e o bem como bem.

Em geral, a igreja fiel é tolerada como uma voz na arena pública, mas somente enquanto não tenta exercer qualquer influência confiável no estado das coisas. Se a igreja fala com veemência sobre um assunto do debate público, é censurada como coerciva e ultrapassada.

O que a igreja pensa a respeito de si mesma em face desta nova realidade? Durante os anos 1980, foi possível pensar em termos ambiciosos, como a vanguarda de uma maioria moral. Essa confiança foi seriamente abalada pelos acontecimentos da década passada.

Podemos detectar pouco progresso em direção ao restabelecimento de um centro de gravidade moral. Em vez disso, a cultura se moveu rapidamente em direção ao abandono completo de toda convicção moral.

A igreja professa tem de contentar-se agora em ser uma minoria moral, se o tempo assim o exige. A igreja não tem mais o direito de atender à chamada do alarme secular tendo em vista o revisionismo moral e posições politicamente corretas sobre as grandes questões do momento.

Não importa qual seja a questão, a igreja tem de falar como aquilo que ela realmente é: uma comunidade de pessoas caídas mas redimidas, que permanecem sob a autoridade de Deus. A preocupação da igreja não é conhecer a sua própria mente, e sim conhecer e seguir a mente de Deus. As convicções da igreja não devem emergir das cinzas de nossa sabedoria decaída, e sim da Palavra de Deus determinativa, que revela a sabedoria de Deus e os seus mandamentos.

A igreja tem de ser uma comunidade de caráter. O caráter produzido por um povo que vive sob a autoridade do soberano Deus do universo estará inevitavelmente em conflito com uma cultura de incredulidade.

A igreja está diante de uma nova situação. Este novo contexto é tão atual como o jornal matutino e tão antigo como as primeiras igrejas cristãs em Corinto, Éfeso, Laodicéia e Roma. A eternidade mostrará se a igreja está ou não disposta a submeter-se apenas à autoridade de Deus ou se ela renunciará sua chamada a fim de honrar deuses insignificantes.

A igreja precisa despertar para o seu status como minoridade moral e apegar-se firmemente ao evangelho, cuja pregação nos foi confiada. Ao fazer isso, as fontes profundas da verdade imutável revelarão a igreja como um oásis doador de vida em meio ao deserto moral de nossa sociedade.

***Autor: Albert Mohler Jr.
Fonte: Albert Mohler
Tradução: Wellington FerreiraVia: Ministério Fiel

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Três outras igrejas fecham na Argélia

Os cristãos afirmam que não têm medo e se manifestam nas ruas de Tizi-Ouzou com canções e faixas: “Pare com o abuso de poder.”

Fonte: https://www.protestantedigital.com

ELABORAÇÃO DE PD

Foco Evangélico · TIZI-OUZOU · 16 DE JULHO DE 2021 · 11:30

O pastor e presidente da Igreja Protestante da Argélia (EPA), Salah Chalah, denuncia o fechamento da igreja em Tizi-Ouzou em uma manifestação neste mês de junho. 
/ Screenshot, Youtube Les Chrétiens em Algérie

As autoridades argelinas fecharam mais três igrejas, depois que um tribunal na região de Oran emitiu uma ordem em 7 de julho. Agora, até 16 centros de culto protestantes permanecem fechados na região.

A campanha do governo para o fechamento de igrejas começou há quatro anos, e essas três igrejas haviam sido fechadas por ordem do governador de Oran em 2017 e 2018, mas reabridas no mesmo ano de 2018. De acordo com a plataforma em defesa da liberdade religiosa ‘Middle East Concern ‘, as comunidades fechadas são a Igreja da cidade de Oran (L’Oratoire), a Casa da Esperança de Ain Turk e uma igreja em El Ayaida.

Dias antes do fechamento, um grupo de cristãos protestou nas ruas de Tizi-Ouzou. Com cartazes com mensagens como “Não ao abuso de poder” e “Pare o fechamento de igrejas”, dezenas de fiéis cantaram canções de louvor enquanto o pastor Salah Chalah , presidente da Igreja Protestante da Argélia (EPA, por sua sigla em francês) denunciou a situação em um vídeo compartilhado no Youtube.

Em fevereiro deste ano, Chalah explicou em uma entrevista ao Evangelical Focus que os protestantes se sentiam “prejudicados em seu direito constitucional de adorar livre e publicamente”. Mas ele também acrescentou que a pressão do governo não interromperia sua vida espiritual. “Nós nos reunimos em casas ou ao ar livre … como a igreja primitiva”, disse ele na época.

Pressão internacional sobre o governo argelino

Os cristãos na Argélia há muito sofrem com a lei que exige que suas comunidades se registrem novamente nas autoridades nacionais. Os líderes da Igreja denunciaram que seus pedidos foram ignorados, deixando-os em uma situação de impotência jurídica que posteriormente foi utilizada pelas autoridades para proibir suas atividades e fechar suas instalações.

A Aliança Evangélica Mundial (WEA) denunciou repetidamente essa situação e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas pediu ao governo argelino que explicasse sua atitude a esse respeito. O Parlamento Europeu também abordou a situação.

“A igreja na Argélia não tem medo”

A recente manifestação é um exemplo de como os cristãos do país não pararam de lutar por seus direitos.

“A Igreja na Argélia não tem medo, não se sente intimidada”, disse uma fonte que mantém contato próximo com os líderes protestantes do país. Embora existam locais de culto fechados, “a realidade é que os cristãos argelinos são livres no sentido bíblico, eles podem adorar a Deus”. “Aqueles que não são livres são aqueles que ainda não puderam encontrar Deus, e por esses argelinos rezamos em primeiro lugar”, diz ele.

Publicado em: PROTESTANTE DIGITAL – Internacional – Três outras igrejas estão fechadas na Argélia

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